Wednesday, September 29, 2010
Lifetime
Monday, September 06, 2010
Ponto de Equilíbrio
Propriedade
Sunday, September 05, 2010
Alternando-se
Inconfessáveis
Saturday, August 28, 2010
...
Quem sou eu?
E mais respostas somam-se às anteriores, que já são muitas.
Vejo-me agora como fruto de um aprendizado: aprendi a ser quem sou hoje. Cresço a cada nova característica que se soma ou se modifica. Absorvo. Todo o tempo absorvo e me renovo, construindo a pessoa que vejo no espelho.
Ora o que há no exterior me agrada, ora não; ora o que vejo no interior me agrada, ora não; ora o que há por dentro é bem diferente do que há por fora, e é justamente aí que a confusão se pode fazer na mente dos que tentam formar um perfil, chegar a alguma conclusão sobre quem – ou o que – eu sou, afinal.
Ainda penso que, para melhor me conhecer, seria sempre necessário ler o que escrevo, nunca observar minha face nem meus atos, menos ainda minhas palavras e gestos.
– Sou atriz?
Tantas vezes, que me assusta a relação estreita que tenho mantido com minhas muitas personagens!
Thursday, June 03, 2010
Autoestima
Novo ângulo
Saturday, April 10, 2010
Inutilidades
Thursday, February 11, 2010
Olhar de Entrelinhas
Thursday, August 13, 2009
Seja um doador
Doe órgãos. Doe sangue. Doe medula óssea. Doe uma palavra amiga. Doe um minuto do seu tempo para ouvir. Doe-se!
Merecer a vida custa pouco: apenas os recursos do nosso corpo e da nossa alma.
Está ao alcance de qualquer um de nós pagar esse preço.
سلام
Thursday, June 25, 2009
Bob A7med
Friday, June 19, 2009
Poema-quadro
Combinando os versos
Com o tom da sua pele
– Ébana pele
E com o marfim dos seus dentes
E com a cor dos seus cabelos,
– Cacheados cabelos,
Rebeldes
Como a própria Maria!
Esqueci das rimas,
Combinei palavras
Com o estampado de suas saias
– Rodadas saias, de fartos panos
Panos de cobrir o quase-nada
De suas pernas finas.
O ébano somou-se ao marfim
E às flores muitas da chita que vestia.
– Deu um poema multicor!
Fiz um poema para Maria
Cheio de cores, o poema
Como se nem poema fosse,
Mas um quadro
– Extravagante pintura de um jardim bonito
Plantado e salpicado e regado
Com as gotas do amor deslumbrado
De um poeta-pintor.
EmmyLibra
Thursday, June 11, 2009
No comments!!
Monday, May 04, 2009
Apenas um poeta
Nem um CPF.
Nem um pai com seus filhos,
Nem um marido com sua mulher,
Nem mesmo o que vai ao banheiro
Ou o que paga as contas no fim do mês.
É apenas um poeta. Nada mais.
Porque poetas não são pessoas.
Estão acima disso!
Acima das verdades óbvias,
Dos pecados, das ilusões...
Ilusões podem ser verdades,
Pecados perdoados por amar
"Porque ela muito amou..."
– Por que ele é poeta?
Sim, porque ele é poeta!
Ele muito amou, também.
Poetas amam até quando odeiam!
O poeta não morre, não dorme,
Não obedece tempo-espaço.
Ele é como um cheiro,
Uma cor, uma sensação:
Existe, está ali, nos dá sentido,
Nos orienta, nos preenche,
Dá-nos de comer e de beber
Com palavras,
Sons,
Idéias,
Sentimentos,
Perdas,
Ganhos
E todas as muitas formas de sonhar os sonhos alheios
Nos seus.
– Quando o poeta sonha, ele vive
E nos mantém vivos com seu sangue cor de ouro!
Acima das convenientes palavras, está o poeta.
A alma gritando, o coração chorando, mesmo quando ri.
Acima das convenientes palavras está o poeta...
E a sua vida permanecerá, como um eco
Pela eternidade.
EmmyLibra
May 4, 2009 – 10:15am
Friday, May 01, 2009
Mailling
E uma alma com gavetas entulhadas de folhas mortas é uma alma de outono.
E uma alma de outono é uma alma fria e cinza.
E uma alma fria e cinza está morta. Deixa de ser alma. Não merece a eternidade!
Confissões – O amor nasceu, não para ser apenas sussurrado, mas para que o gritemos todos os dias, sem pudores!
Cartas de amor... Anjos carteiros as levem, garantindo-nos merecer a vida eterna!
Wednesday, April 08, 2009
“Paz na Terra aos homens de boa-vontade” (Bíblico)
Como falar da paz sem lembrar do triste fato de que ela anda tão escassa hoje em dia?
Como não lamentar pelas tantas vítimas dessa escassez?
Como não se indignar diante dos absurdos cometidos em nome de ideologias tantas e razões banais que se alegam para justificar a dor plantada nos corações das famílias mutiladas pelas guerras e toda a miséria que dela nasce?
A paz, ao contrário do que se pensa, não é um mérito grandioso das almas elevadas! É a simples aplicação dos valores básicos de ética e moral, e cabe-nos individualmente a responsabilidade de cultivar em nosso íntimo cada um desses valores.
Aquelas velhas “palavrinhas mágicas” do jardim de infância já teriam enorme efeito positivo em nossas vidas! Agradecer, perdoar, compreender. Enxergar-se na figura do outro. Entender-se passível de enganos, diante das faltas cometidas por terceiros...
Parece complicado?
Não é.
Já era dito, milênios atrás, a simples fórmula da paz, mas não a compreendemos até os dias atuais.
“...aos homens de boa-vontade”
Precisamos ter em mente, a cada novo dia, que ele findará sem conflitos nascidos das nossas mãos ou da nossa voz. Precisamos compreender que é da nossa vontade – ou melhor: da nossa BOA-VONTADE – que nasce a paz, a concórdia, o amor.
E tudo se torna simples.
Tudo se converte em paz!
(teste para admissão na AeC – Telemarketing)
Wednesday, April 01, 2009
Emanu Ela... linda!

E boca de sensualidade extravagante
O corpo, ainda desabrochando para a maturidade
E, no sorriso, aquele quê que não se explica
Era ao mesmo tempo de uma candura d’alma, aquele riso...
– Riso de menina,
Por entre as carnes fartas de uns lábios muito fêmeos.
Escandalizava a vista
De quem encontrasse em seus olhos aquele brilho que vi.
Era nesse instante que a sua candura convertia-se em fogo
Que, certamente, incendiaria a alma
De muitos homens e mulheres
Pela sedução, que desgoverna
E pela inveja, que amaldiçoa
Thursday, March 19, 2009
AutoBioGrafia

Eu. Assim mesmo, e não de outro jeito. Eu. Apenas eu. Eu somente. Eu. Sem réplicas, sem clones, sem máscaras. Eu. Eu de perfil, eu por dentro, eu por fora. Eu. Totalmente. Indubitavelmente. Indubitavelmente eu. Inconfundível. Ímpar. Eu ímpar. Eu única. Eu, para mim mesma. Eu para os outros, a mesma que para mim. Eu como sou. Como gostaria de ser. Como seria, se pudesse. Como seria, se soubesse ser. Como seria se ousasse ser. Eu. Completa, imperfeita, imparcial. Eu, avesso de mim. Eu. Alimento. Cura. Sentido. Sentimento. Eu, fogo. Eu água. Eu elemento. Eu, compartilha. Eu, como sempre. Eu, como jamais. Eu. Eu simplesmente complexa. Eu coragem para me ser. Eu, desespero para me ter. Eu. Amante de mim mesma e dos meus instintos. Instintivamente apaixonada. Instintivamente impura. Instintivamente eu.
Alguma dúvida?
EmmyLibra, March 19, 2009. 12:11pm
...
Monday, March 02, 2009
Perfect
"Quando o quadro é belo, os olhos não cansam de ver... Quando o quadro é belo, encanta o coração e a alma dos que o admiram. Quando o quadro é belo, santifica o pincel que o retrata."
EmmyLibra. Mar 1st, 2009
Wednesday, December 03, 2008
Redenção
Eu escrevia muito.
Na verdade, eu escrevia todos os dias. Várias vezes ao dia.
Era como uma necessidade – uma fome.
E o tempo passou, centenas de folhas mortas com palavras inúteis acumularam-se embaixo do meu colchão.
E eu, que dormia sobre a minha vida, achei que viver se resumia ao despertador às sete, bater cartão às oito e umas bolachas cream-cracker no meio disso.
Eu, que dormia sobre a minha vida, achei que sonhar se resumia a bater novamente o cartão às dezoito e ir para a cama lá pelas tantas, para ter pesadelos e imagens surdas dentro de minha cabeça, até que viver recomeçasse.
A rotina tomou conta. Invadiu. Instalou-se. Guiou os meus passos anos a fio. E me acostumei a isso. A gente sempre se acostuma, sempre cai no vício das certezas, abrindo mão da arte e das cores, porque uma é incerta e a outra é arco-íris – abstrata sensação de beleza que se esvai, quando o sol evapora as gotas d’água do ar.
O sol não nasceu, naquele dia em que fiz uma faxina geral em meu quarto e joguei fora as folhas de papel nas quais escrevi a minha alma.
O caminhão de lixo passou pela minha rua quando eu já não lembrava as palavras jacentes que desperdicei, aprisionadas em papéis e tintas de canetas vagabundas. Levou embora o canto dos pássaros, os amores impossíveis e os sons do silêncio que no passado eu era capaz de ouvir, compreender, traduzir. Saiu recheado de ilusões e dobrou a esquina, indiferente. Nem sabia que naquele dia sem sol estava levando a minha alma, prensada entre latas, cascas de frutas, pó de café e papéis higiênicos sujos. Eram os restos de mim que se misturavam ao lixo doméstico. Era uma coisa só, naquele caminhão fétido.
Silêncio. Depois da esquina, o silêncio. Não o silêncio que outrora traduzi, mas o silêncio dos mortos, aquele silêncio doentio e inquietante em que o vácuo do não-existir abafa o nosso grito interior.
Hoje acordei com saudade da minha alma.
Era uma alma doce, apesar de ter (pare)sido inútil por tanto tempo.
Era uma alma doce, que sabia escrever poemas, sabia enxergar no escuro, sabia contar as estrelas e dar nomes aos bichos de estimação. Era uma alma magrinha, de dedos longos e finos, que tocavam as teclas flutuantes de um piano imaginário... Minha alma de domingos solitários sobre a laje da cozinha, escrevendo longas cartas a ninguém, dando notícias dolorosas de uma depressão entranhada e insistente.
Minha alma de flor, que ninguém conhecia o perfume!
Hoje eu não quero sentir piedade, então sinto vergonha. De ter jogado fora as inutilidades e incertezas que me faziam respirar em meio às sensações ruins que a tristimania me dava.
Hoje eu desprezo a criatura fria e maquinal que me tornei, caminhando automatizada, entre o despertador, os cartões de ponto, as bolachas cream-cracker, os pesadelos e a mudez de minhas mãos...
Para que servirão as mãos de um sonhador, depois que ele jogar sua alma no caminhão do lixo? Melhor tivesse jogado fora também as mãos, junto com as folhas de papel em que escreveu a sua alma!
Mãos inúteis, cruéis! Ora tradutoras de sonhos, ora capazes de misturar estes mesmos delírios cheios de lirismo ao descartável, à podridão...
Por isso a vergonha. Como quem usa a faca de cortar legumes na cozinha para matar alguém, para depois se dar conta de ter cometido duplo atentado às leis naturais do universo. Como quem dá à ferramenta abençoada uma função nova e macabra, transformando o que é santo em algo podre e mortal.
Dei às minhas mãos poetizas a função de transformar meus sonhos em lixo. E assim, tornei-as sujas, indecentes.
Hoje, busco o perdão das palavras, mas não encontro. Já não sou capaz de escrever como antigamente. Nem de sonhar como antigamente. Nem sei contar estrelas, nem dar nome aos bichos de estimação. Não sei como se faz poesia, nem como beijar sofregamente, nos becos escuros, a boca de um anjo faminto. Não sei mais contemplar o arco-íris, porque o conhecimento da material evidência da luz sobre as gotículas d’água matou a ilusão dos leprechaus, com seus enormes potes de ouro, no final daquela curva multicor...
No lugar do meu espírito poeta há uma marmita cheia de bolachas cream-cracker. Felizmente, elas já não matam mais a minha fome. Infelizmente, eu não sei mais plantar as ilusões que no passado me alimentavam fartamente com seus frutos benignos.
Nunca mais a remissão dos meus pecados. Nunca mais o reencontro com a minha alma pisoteada por urubus no aterro sanitário. Nunca mais a pureza daqueles dedos longos e finos que torturavam as teclas imaginárias do piano voador.
Só a mesma angústia a sufocar meu peito nos dias em que o sol nasce. E nos de chuva também. E nos de outono, ainda. Nos dias todos.
Aquelas longas cartas endereçadas a ninguém falavam das minhas torturas íntimas, das noites insones, das dores todas que humilhavam meu desejo de vida. Mas, em suas entrelinhas, escondiam-se rastros de estrelas cadentes, joaninhas em pétalas de rosas, o perfume dos jasmins e alfazemas que eu plantava à beira do meu tortuoso caminho, enquanto o palmilhava rumo aos leprechaus do arco-íris que só eu enxergava. Nessas cartas e poesias havia um misto de dor e compaixão. Havia lágrimas que se misturavam à saliva do anjo que eu beijava nos becos escuros, e também havia o som daquele piano, grafado em notas musicais que ficavam suspensas entre as palavras, pontuando os textos e dando-lhes etérea vida.
Hoje eu queria a minha alma de volta.
Queria a remissão para o pecado de tê-la mandado embora junto com a inutilidade das horas sobre a laje da cozinha.
É muito tarde. O despertador já soou faz tempo e a cream-cracker amolece sobre o prato. O cartão de ponto ficou sem a batida das oito e ficará sem a das dezoito também, no dia de hoje. Mas os pesadelos... Ah, os pesadelos... Esses me acometerão no meio da noite, impiedosamente, até o fim dos meus dias!
Talvez estejam me castigando por vagar sem alma pelo mundo. Quiçá, queiram apenas me acordar lá pelas tantas, para que eu abra a janela e assista alguma estrela passar, rasgando o céu... Não sei. Nunca mais me atrevi a abrir a janela, depois que o caminhão de lixo dobrou a esquina.
– Pra que contar estrelas, se não há mais cartas, em cujas entrelinhas eu possa jogar seu rastro de luz?
Quanto àqueles jasmins e alfazemas, morreram todos sob o sol dos dias que têm sol, virando pó e se misturando à confusão das horas inodoras da minha rotina. Seu perfume se esavaiu e nem mesmo a sua lembrança preenche o vazio que ficou no lugar em que outrora havia o meu espírito poeta.
Eu escrevia muito. Todos os dias. Várias vezes por dia. Como uma necessidade – uma fome! Até que me convenci de que isso era inútil e matei, com a faca de cortar legumes, a poesia que havia dentro de mim.
Eu escrevia muito. Me alimentava dos frutos benignos das minhas palavras e da luz das estrelas. Todos os dias. Varias vezes por dia.
Hoje, o sol nasceu meio sem vontade. Mesmo assim, o despertador tocou às sete, como de costume. Nesse dia ímpar, me recusei a levantar, a engolir a cream-cracker, a bater o cartão às oito. Matei, com a faca de cortar legumes, a rotina. Pedi remissão para o pecado de ter vagado sem alma por tanto tempo... E joguei fora a faca de cortar legumes. Estava se tornando um instrumento muito perigoso nas mãos que um dia escreveram poesias!
Hoje à noite, dormirei com a janela aberta, depois de tanto tempo. Levarei a cama para junto dela e contemplarei o céu, com ou sem estrelas. Esperarei a brisa, esperarei o cheiro dos jasmins e alfazemas, esperarei a minha alma... Se ela souber o caminho de volta e se me perdoar, amanhã talvez eu seja novamente capaz de fazer um poema ou uma carta, ouvir o silêncio e traduzir seus segredos nas entrelinhas apaixonadas. Comerei seus abençoados frutos e saciarei a causticante fome de vida que sinto, desde aquele dia em que o sol ficou congelado no horizonte, sem nascer.
Amanhã, sepultarei a rotina sem inscrição alguma em sua lápide! Respirarei música, comerei poesia, batizarei o meu espírito poeta nas águas redentoras do lirismo...
E viverei da utopia – que a incerteza, mesmo perigosa, é mais doce e perfumada do que a dureza das horas vividas sem sonhos.
