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Tuesday, November 19, 2024

Verbo

Amar é verbo.
Verbo é ação.
Nunca foi sentimento, passivo e infrutífero.
O ato amoroso se materializa no cuidar.
Ama de verdade? Cuide!

EmmyLibra
Nov 19, 2024 - 1:27pm

Wednesday, December 30, 2015

Amigo

Amigo, de verdade, mesmo, em dias ensolarados sai conosco para pescar e fazer pic-nic. Mas, se o tempo fecha, ele rasga o céu de tempestade com as próprias mãos e traz de volta para nossa vida um lindo raio de sol.
Amigo, de verdade, mesmo,  não nos deixa estagnar em vitimismo, nem passa a mão em nossa cabeça quando erramos. Ao contrário, alimenta-nos de esperança e responsabilidade; fortalece nossa autoestima, mas sem esquecer de podar em nós as ervas daninhas do orgulho e do egoísmo; nos dá asas quando queremos voar, mas nos alerta sempre quanto aos perigos que assumimos, quanto mais alto decidamos ir.
Amigo, de verdade, mesmo, é aquela pessoa que, ainda que esteja a milhares de qiilômetros de nós, dá-nos sempre a sensação de que está segurando nossas mãos, olhando nossos olhos e dizendo: "Estou com você. Não vou lhe deixar à deriva".
E confiamos, porque sentimos que o seu abraço, a sua voz e o seu riso são, para cada momento, sinônimo de companhia, abrigo ou bálsamo, conforme nossa necessidade se configure.

EmmyLibra
Dec 30, 2015 - 7:40 a.m.

Saturday, August 17, 2013

Seu olhar

Seu olhar,
Ah! Esse seu olhar...
Me fala de coisas lindas que nunca vi, 
Me fala de sonhos que nem ousei sonhar... 

Seu olhar,
Ah! Esse seu olhar...
Me conta histórias de um tempo perdido 
Entre o espaço e o medo, 
Entre o desejo e a dor... 

Ah! Esse seu olhar...

EmmyLibra
Aug 17, 2013 - 8:57 p.m.

Sunday, June 09, 2013

Rosa-outono


Dá-me o beijo da tua boca rósea
E me sentirei saciada por uma vida inteira!

Mas sabe tu que minha vida findará
No seguinte instante em que descolares
Teus lábios róseos dos meus.

Findará, e em seu lugar surgirá uma nova vida:
Vazia, dolorosa, sofrida, reticente,
De longas esperas e angústias,
Na qual buscarei novamente o rosa-outono
E a umidade doce e morna
Da tua boca nua.

Mas morrerei de novo
E tantas vezes quantos forem teus abandonos,
Tuas partidas, 
Tuas recusas em pousares teus róseos lábios 
Nos meus.

Morrerei sempre que tuas ausências em mim
Dêem à minha existência
Os ares frios e os campos sem flores
Desse infindável outono
De viver sem ti.

EmmyLibra

Jun 9, 2013 – 9:30 a.m.

Saturday, December 01, 2012

Uma solidão


Tem horas que a vida parece que está acabando... 
Tem horas que está, mesmo. 
E tem horas ainda piores: em que gostaríamos que estivesse.  
Há momentos em que eu consigo me sentir das três maneiras, 
– De uma só vez! 
É um pedaço de mim se diluindo e escorrendo no solo árido da solidão...
Uma solidão dorida e profunda, 
(do teu exato tamanho)
Que nem todas as outras pessoas do mundo, juntas, em torno de mim, suplantariam...  

Fica comigo por um segundo. Apenas um segundo... 
E eu desejarei a vida como outrora desejei.  
E, quem sabe, ela resolva não se acabar assim, 
Escoando pela terra árida de uma solidão que só eu sei o que significa...

EmmyLibra
Dec 1st, 2012 - 10:04p.m.


Thursday, October 04, 2012

Prisma


Sabemos que matéria é energia condensada. Foi Albert Einstein quem disso isso primeiro?  Não importa.  Importa que, partindo desse princípio, podemos pensar:  o que seria, então, nosso corpo, senão uma concentração de energia a reunir-se em cada partícula sua, formando um todo perfeito, funcional?

Assim também, o nosso espírito.  Somos seres divinos, isso está em vários ensinos religiosos, inclusive no cristianismo, quando Jesus disse "Vós sois deuses"(João 10:34). Queria ele, acaso, dizer com isso que seríamos equiparados a Deus?  Não, acho que não.  Queria ele, na verdade, dizer que somos individualidades com energias provindas do Criador, que nos fez – e aí entra novamente a Bíblia – "...à sua imagem e semelhança."(Genesis 1:26)

Sermos "deuses" nos faz imensamente responsáveis!  Somos capazes de criar, então. Somos capazes de gerar vida – ou morte – através dos nossos verbos e do nosso desejo.  "No princípio era o Verbo, [...] e o Verbo era Deus. [...]  Todas as coisas foram feitas por intermédio dele..." (João 1:1,3)

Nosso espírito – energia –, somado ao nosso corpo – condensação de energia – é de uma potência imensurável, capaz de gerar ou destruir com tamanha facilidade quanto o Criador nos teria "soprado a vida pelas narinas"!(Gênesis 2:7) 
O universo inteiro também tem nossas propriedades, nossa composição. Se observarmos o nascimento de uma estrela, veremos energia a se mover e a criar; se observarmos nosso próprio planeta Terra, veremos que nele todos os seres interagem de forma equilibrada, fazendo moverem-se as energias que há em cada um, produzindo vida o tempo inteiro.  Somos parte desse planeta, parte do universo, interagimos com o ambiente à nossa volta, que interage com ambientes do entorno, que interagem com ambientes em escala maior, até atingir o infinito.

O universo recebe de cada movimento nosso a propagação de energia. E reage a essa energia, colorindo-se com ela.  Modificamos o mundo a cada respirar, a cada movimento que fazemos, por mais banal que pareça.  Um adeus numa estação faz oscilar o ar à nossa volta, e essa corrente suave de vento que geramos vai passando a fazer parte do universo em suas formas, naquele instante.

A influência do nosso espírito também causa movimentos universais. Toda a criação de Deus tem em si uma alma, um espírito, que lhe anima.  O universo assim também o é, animado por uma energia espiritual.  E o influenciamos com nossos sentimentos, que são emanações permanentes do nosso espírito.

É bom lembrarmos que, em matéria, nossa energia está condensada, reunida em um único ponto, que se solidifica diante dos nossos sentidos carnais.  Em espírito, não.  Somos infinitamente capazes de propagar energias, expandindo nossos pensamentos e intenções em torno de nós, e em escala a todo o pensamento universal.  Somos capazes de modificar o imaterial com nossas energias espirituais, tanto quanto somos capazes de modificar nosso mundo material com nossas atitudes palpáveis.

O planeta Terra nos demonstra, a todo momento, a força das leis universais.  Aqui vemos um corpo caindo, e a lei da gravidade se provando; ali vemos uma planta germinando, e a lei de transformação contínua se provando; acolá temos uma geleira derretendo e a lei de retorno nos dizendo que é a colheita da nossa imprudência ao longo dos séculos de doentia modernidade, em que só pensamos em posses e poderes, esquecendo-nos de cuidar da nossa casa-Terra.  O equilíbrio do universo a providenciar a vida material e a extinção dela nos momentos oportunos é a prova de que somos parte dele, interagimos o tempo todo, não apenas material, mas espiritualmente também.

Um dos assuntos que a física teoriza a respeito, são as propriedades da luz.  Como a conhecemos, segundo estudiosos do assunto, a luz seria reunião de todas as cores, e podemos extraí-las ou "desmembrá-las", fazendo com que incida sobre uma das faces de um prisma. Este, por consequência, separará as cores, funcionando como um filtro e nos dando a oportunidade de utilizar essas partes individualmente, extraindo de cada uma delas uma utilidade.  São energias de intensidades e frequências diferentes.

É pela presença da luz que a planta realiza a fotossíntese, para uma melhor interação com o ambiente que a cerca; é pela presença da luz que nossa glândula pineal sincroniza nosso relógio interno, nos dando condições de programar nossos atos para nossa sobrevivência material.  Desde o vegetal até o homem, todos os seres vivos têm em si alguma relação com a luz. Mesmo os que vivem nas profundezas da terra ou do mar, sobre quem a luz material não incide diretamente, muitas vezes dependem dela, já que se alimentam de partículas que interagem com o que há na superfície.

A luz de Deus, assim como a luz material, que nossos olhos físicos captam, também é composta de cores.  Cores estas que não somos capazes de perceber com nosso aparelho físico de percepção, nossos sentidos.  Não podemos captar com a matéria o que é espiritual, isso é fato!  Mas podemos, com nosso espírito, enxergar a luz com que o Criador nos ilumina espiritualmente, obtendo delas cada elemento necessário para alimentar nossas esperanças, nossos mais profundos sentimentos e emoções.

Para isso, porém, é preciso que sejamos prisma. É necessário que filtremos a luz divina de modo a refletirmos, uns nos outros, suas propriedades, dando-nos mutuamente as condições necessárias para que nossos espíritos nutram-se daquilo que lhes falta.

Assim como o prisma material, utilizado pelos cientistas para a divisão da luz em sete cores, também nós, como prismas espirituais, precisamos estar limpos o bastante para não interferirmos nesse reflexo.  Se o prisma estiver sujo, opaco, manchado, será um obstáculo à luz, e esta não refletirá suas cores.  Se não estivermos translúcidos, também nós seremos obstáculos à luz divina, e ela encontrará resistência ao tentar propagar-se aos que nos cercam.

Somos co-criadores no universo.  Somos deuses, não podemos esquecer!  Somos responsáveis por nós mesmos e uns pelos outros. Somos capazes de criar e de destruir, pelas nossas intenções.  Propagamos nossos sentimentos ao universo, marcando-o benéfica ou maleficamente.

A luz que nos beneficia materialmente, composta de sete cores, pode ser mais bem compreendida quando separada em cada uma de suas partes.  Da mesma forma está para nosso espírito a luz divina: só a compreenderemos quando formos capazes de desmembrá-la em cada uma de suas cores, diante dos olhos da nossa alma.

Egoísmo, orgulho, vaidade, arrogância, inveja, ódio, mágoa, violência, são nódoas sobre nosso espírito, embaçando-o e fazendo com que a luz divina não o atravesse. São bloqueios para a luz.  Quando nos livramos dessas impurezas, então começamos a limpar nossa superfície, e nos tornamos translúcidos o bastante para que o outro compreenda Deus em sua bondade e em seu amor.

Até então, a luz está chegando para todos, indistintamente. As bênçãos estão se derramando em partículas que se espalham sobre nós o tempo inteiro. Mas poucos de nós nos beneficiamos integralmente dela, porque nossa crosta está tão densa com essas sujeiras espirituais, que somos incapazes de absorver sua energia. Propagar, então, é bem difícil, nessas circunstâncias.

O trabalho de limpeza da alma é tão árduo, quão densa é a camada de sujeira que temos que remover para que a luz possa novamente nos penetrar.  Precisa sacrifícios, para ficarmos definitivamente limpos, cristalinos.

Mas há um "detergente" natural em nós, capaz de dissolver todas essas impurezas, devolvendo-nos a transparência:  o Amor.

Quando amamos, não podemos guardar em nós qualquer sentimento que nos faça desmerecer o ser amado!

No livro "O Dom Supremo", Henry Drummond nos alerta sobre o Amor como sendo a única maneira de respeitarmos os mandamentos divinos, ou seja, as leis universais.  Diz-nos ele que somos incapazes de descumprir nosso compromisso com a perfeição, se simplesmente amarmo-nos uns aos outros e a nós mesmos também – condensação dos mandamentos divinos, segundo Jesus Cristo (Mateus 22:39), e mencionado em muitas outras orientações religiosas. 

Somos incapazes de ferir o outro, quando o amamos.  Somos incapazes de vestirmo-nos de arrogância, orgulho ou prepotência, porque isso nos afastaria do ser amado ou o esmagaria sob o peso desses sentimentos ruins.  Somos incapazes de vaidades e egoísmo, e jamais teremos inveja nem guardaremos mágoa daqueles que nos são caros!  Não conseguiremos violar os direitos dos outros, nem sua integridade física ou moral, porque, se os amamos, queremos sua felicidade!  E, se nos amamos a nós mesmos, também não nos submeteremos a dores ou a infelicidades. Ao contrário, buscaremos o tempo todo viver em harmonia com o universo.

Sejamos, então, prismas límpidos, transparentes. Sejamos cristais lapidados e simétricos,  busquemos nossa perfeição em todos os sentidos, para que Deus se manifeste entre nós, dando-nos a chance de conhecê-Lo e compreendê-Lo. Sejamos, em Suas mãos, instrumento de propagação da Sua luz e do Seu Amor.


EmmyLibra
Aug 6th, 2012 - 9:22 a. m.

Monday, October 01, 2012

O dobro


Imagine que a vida é um cômodo
Dividido ao meio por uma parede, 
E, nessa parede, uma porta fechada a chave... 

Então, eu passo muito tempo num dos lados desse cômodo, 
Sem saber o que há no outro lado,
Até que alguém aparece com uma chave mestra
E abre a porta, 
Me mostrando o que eu desconhecia. 

Daí em diante, eu fico com o dobro do espaço pra viver,
Com o dobro do ar pra respirar,
E o dobro da vida...

Você é a pessoa com a chave mestra!
(e eu nunca havia agradecido por isso)

Depois de você, 
Minha expansão é tamanha, 
Que eu não tenho mais como voltar às medidas 
Pequenas e limitadas de antes.  

Depois de você, eu não sou mais a mesma.  
Passei pela porta.
Posso circular!



EmmyLibra
Oct 1st, 2012 - 10:15p.m.


À minha linda flor, meu sincero agradecimento por girar a chave mestra e me presentear com uma metade de mim mesma que eu desconhecia, e que hoje me faz ver o mundo com olhos mais generosos.
Obrigada por transformar minha vida em duas, 
me dando uma segunda chance que eu não supunha merecer.
Um beijo!



Tuesday, September 11, 2012

Lacuna

Eu brigo comigo mesma
Digo que você não está mais aqui,
Que você não há,
Que nem há outras flores...

Mas aí você aparece no meio da noite
E aconchega-se no meu sonho,
Me deslumbrando, me desnorteando.
E acordo em suores,
Mergulhada num insuportável vazio.

Quero a paz do antes de haver você
Ou o turbilhão de haver-me em sua carne.
Mas não quero as reticentes esperas
Que não findam quando finda o dia,
Quando finda a semana, o mês,
O ano...

O pior da sua ausência
–  O que me faz querer desistir de tudo,
Até do próprio amor,
É o inconsistente futuro
Que se desenha para mim,
Para nós.

O que me tortura
Não é a sua ausência em si mesma
Ou a saudade, nem o vazio como vazio:
É a desesperança de que algum dia
Desapareça essa lacuna que há agora,
Onde, decididamente,
Só poderia haver seu corpo.

EmmyLibra
Sep 6, 2012 - 2:14 p.m.


Thursday, May 03, 2012

Transeunte

Ontem eu te amava.
Eras o objeto de veneração dos meus olhos,
O centro das minhas angústias, ao fazer-se ausente,
O centro das minhas convulsões e êxtases, quando em mim.

Hoje és anônima transeunte – talvez nada além disso.

Estarei eu vazia de ti?
Estarei eu livre da obsessão que me guiava
Sempre ao encontro dos teus passos?
Não.  Certamente que não.
Essa é uma pausa que a vida me pede
Para alimentar-se
E para que eu não te mate com meu abraço esmagador.

– É um proteger o ser amado de mim mesma
Que o meu coração providencia, vez em quando.

Mas, em verdade, é um pensamento egoísta a mais:
Se morreres em meu abraço, o que restará?
Morrerei eu também, no vazio que ficará dentro dele
Se te fores embora de mim para sempre,
Também minh'alma se irá de mim
E a vida se irá
E o desejo de viver também se ausentará
E todas as dores amorosas que justificam a vida,
E todos os suspiros que, enfim, me obrigam a respirar,
Mesmo quando daqueles momentos de tormenta 
Em que te afastas
E a vida perde todo o sentido...

Não te vai para sempre de mim, anjo de vida,
Para que do meu espírito atormentado
Não se aproxime o anjo da morte!

Não te vai de mim,
Mesmo que hoje – e apenas hoje, esteja certa!
Sejas apenas anônima transeunte a passar por mim...


EmmyLibra
May 3, 2012 - 7:26 a.m.

Wednesday, April 04, 2012

Para Jorge

Acredito nas forças do Universo que nos conectam. Um dia, espero em Deus poder te abraçar demorada e carinhosamente, para que possa retribuir um pouco da doce sensação de paz que me fazes sentir quando ouço tua voz ou quando leio o que escreves.
Obrigada por tua vida, que entrelaça-se à minha pelos elos invisíveis do grande amor universal.
Peço a Deus que te abençoe todos os dias. Peço ao Pai que fortaleça esses elos de bons sentimentos e nos dê a chance do abraço que sonho há tanto tempo. Para que minha vida guarde a essência de eternidade que nele reside.
Toda paz, meu lindo anjo! 
Continua na incansável busca pela humanidade que há em cada um de nós, porque eu sei que é dessa humanidade que teus sonhos se alimentam.


EmmyLibra
Apr 4, 2012 

Friday, November 11, 2011

Inalcançável




Essa tua beleza estranha,
Indescritível,
Arrebata meus olhos,
Meu espírito, minha boca,
Me faz querer ter ou ser
Algo que me fizesse merecer-te,
Alcançar-te.

Por mais que eu estenda a mão,
Jamais poderei sentir
Qualquer coisa de mornidão
Ou de maciez,
Qualquer pelugem,
Qualquer humanidade...

–As pedras preciosas
São sempre tão frias, tão sólidas...

Assusta-me sentir paixão
Por um cristal, um diamante.
Mas, como sonhar-te
Ou ver-te,
Sem que minh'alma ajoelhe-se
Para contemplar-te?

Então, vivo de contemplação,
Meditando em tua beleza estranha,
Repousando em tua condição inumana,
Surreal.

E desejando, um dia, talvez o abraço da morte,
A alma que este corpo habita poderá libertar-se
Dos alforjes da razão e dos preconceitos tantos
Para sentir-se, enfim, pura
– Suficientemente pura
Para poder tocar-te.

Emmylibra
Nov 10, 2011 - 4:30 p.m.


Thursday, November 10, 2011

Confusão mental

     

Há tantas coisas morando dentro da minha cabeça,
Que está acontecendo uma superpopulação de idéias.
Elas começam a brigar, disputar espaço, buscar notoriedade.
Temo pelo momento em que comecem a ser canibais!
Já pensou?  Idéias engolindo idéias... Que loucura!

Eu vivo assim, no tumulto de tantas vozes gritando,
De tantos desejos, da ansiedade de viver
Não desse viver mais com que tantos sonham,
Mas de viver muito mais coisas ao mesmo tempo.
(Estar nos dois lados, ser múltipla!)

Se isso é insano? Eu nunca vou saber.
– Os loucos não sabem que são loucos, afinal.
Eles apenas sabem que são livres.

Sejam minhas idéias portas para a liberdade, então!
Mesmo que essa liberdade se confunda com insanidade
Diante das convenções nascidas
Das concretas ciências dos homens.
(Das concretas idéias dos homens!)

Abram-se portas! Derrubem-se muralhas!
Eu quero estar onde nunca estive antes:
Nos dois lados do existir.

Talvez, múltipla que eu venha a ser,
Possa dar conta de tantos pensares diferentes.
Processá-los, digeri-los, compreendê-los.
Compreender-me – quem sabe?
Compreender-me.
Para que minhas idéias não se tornem famintas
De espaço e de serem ouvidas.
Que não devorem-se umas às outras.

Entre a loucura e o vazio
Eu prefiro a loucura, com suas inúmeras possibilidades.
Antes a insanidade fértil
Do que a esterilidade doentia e submissa
De viver um padrão, 
Enquanto a vida tem tantas paredes a serem demolidas
E tantos outros ondes e quandos a serem visitados,
Com suas possíveis vivências, seus possíveis aprenderes,
Seus muitos amores,
Seus horizontes sem fim...

Quero estar nos dois lados.  Quero estar em muitos lados!
(Viajar no espaçotempo, cujas fronteiras a vista não alcança.)

Quero estar nos dois lados.  Quero estar em todos os lados!

Por enquanto, as idéias gritam.  É tudo o que sei.
Elas discutem sobre muitas coisas e me transformam por dentro.
Enquanto não começam a devorar-se,
Eu vivo – entre a confusão e o desejo
De ser.  – E de ser múltipla!
De estar onde talvez nunca tenha estado antes.
De visitar a loucura, às vezes
E colher flores em seus jardins.
– Na vastidão imensurável (e amorosa) dos seus jardins.

EmmyLibra
Nov 10, 2011 - 1:04 p.m.

Wednesday, April 20, 2011

Eu TAMBÉM acuso!

"EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu "tantos por cento"...
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno "terá direito" de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia".  
(Igor Pantuzza Wildmann, advogado, doutor em Direito e professor universitário)


Aplaudo a posição do Dr. Igor Pantuzza Wildmann.  Sou da mesma opinião que nossas escolas e universidades pecam pelo excesso de liberdade aos alunos. Aliás, liberdade não pode ser confundida com licenciosidade. A verdadeira autonomia se constrói com provas diárias de respeito às leis, ao próximo, a si mesmo. Atualmente, não podemos esperar do futuro senão uma grande tragédia, por conta do excesso de direitos que são concedidos sob a negligente desculpa de que a disciplina "traumatiza", de que quem erra é APENAS vítima.  Não digo que não é. Muitas vezes até é, mas jamais da disciplina ou das regras, mas da omissão das pessoas em praticá-las.   Há diferença entre um homicida que sofreu abuso sexual ou bullying na infância, e uma “Suzana” que tinha pais psiquiatras, teoricamente capacitados para perceber e avaliar comportamentos psicóticos ou psicopatas em seus pacientes, mas que foram incapazes de perceber nos filhos – mesmo convivendo sob o mesmo teto que eles e sendo seus formadores – que estavam produzindo seus próprios assassinos.  Uma pergunta para refletir:  será que foi excesso de palmadas que tornou esses jovens marginais?  Ou talvez a “psicologia” falhou?
Precisamos resgatar velhos e saudáveis costumes, devolver aos pais e professores a autoridade (não digo autoritarismo, que também é bem diferente); aprender a diferençar severidade de violência, reconstruir valores ético-morais que há muito vêm sendo banalizados e excluídos do nosso rol de prioridades na formação dos nossos jovens.
Sou de um tempo em que levávamos palmadas e éramos impelidos a estudar e também a executar pequenas tarefas cotidianas, para desenvolver nosso senso de responsabilidade e cooperação na família, na escola, na vida.  Crescíamos integrados e preparados para assumir responsabilidades, não temíamos olhar as pessoas nos olhos, apertar mãos com segurança e firmeza.  E éramos felizes.  E não morríamos nem ficávamos “traumatizados” por isso!
Hoje, vem um juiz da Vara da Infância me dizer que dar uma palmada no meu filho é crime e que posso perder a guarda dele.  E eu pergunto: – Para quem?  Para o Estado, que não tem capacidade para “educar” nem seus políticos, que ganham para desempenhar tarefas de liderança, mas vivem envolvendo-se em tramóias e corrupção de toda natureza?  Para o Estado, que não tem como educar os menores infratores que JÁ HÁ em nossa sociedade, aos milhares?  Para o Estado, que não tem capacidade de abrigar os milhões de penitenciários, nem de ressociabilizá-los, como promete nossa legislação?  Para o Estado, que é incapaz de criar leis que garantam aos pais o direito de disciplinar seus filhos, relegando esses jovens a um incerto futuro?  Para o Estado, que proíbe os familiares de internar seus adolescentes toxicômanos contra a vontade deles, e que deixa-os “escolherem e decidirem” o que é melhor para eles, quando estão à mercê das drogas, que, impiedosamente lhes tiram as escolhas e decisões, por serem impositivos químicos que anulam sua vontade?
Engraçado o Estado falar de liberdade e de violência, considerando a disciplina dos pais um ato de terrorismo, mas deixando às drogas e seus distribuidores as portas abertas para influenciarem e direcionarem nossas crianças!  Isso, então, não é violência?  Não deve ser combatido? Não devemos, pois, armarmo-nos de todos os recursos possíveis para não entregarmos nossos filhos nas mãos dos traficantes e de suas químicas venenosas?
A raça humana evoluiu em certos aspectos, mas ainda carece de velhos métodos para manter-se firme nos seus propósitos de crescimento.  O Direito nos concede e nos impõe condições para escolhas que outrora não tínhamos, mas ainda somos despreparados para usar esses recursos.  Ainda não temos evolução moral suficiente para compreender onde termina nossa condição de vítima e onde começa a de algoz.  Grande parte das pessoas diz conhecer as leis e tenta manipulá-las de modo a lhes favorecerem e lhes darem lucros e segurança, mas esquecem-se de que para cada direito corresponde um dever igual.  Se espero ser compensada por perdas materiais ou morais, pergunto-me antes:  qual contribuição material e moral estou dando à minha comunidade, às pessoas com as quais me relaciono?  Seria, mesmo, buscar direitos, ou abusar deles, gerando exagerados lucros sobre o outro, que em muitas situações nem é exatamente culpado pelos nossos tropeços, mas apenas participante passivo nas nossas aquisições e decisões?
Ainda estamos despreparados para a liberdade.  Ela é, em realidade,  para aqueles que têm consciência e que não pretendem, através dela, alcançar vultuosas vantagens, em detrimento dos direitos alheios.
Violência é espancar, subtrair, tiranizar, escravizar, cercear, encarcerar.  Não é exatamente isso que fazem os criminosos?
Pais e educadores precisam voltar a ser reguladores, disciplinadores, cobrar ordem e moral dos seus jovens.  Precisam reaver o direito de impor-se quando necessário, para melhor conduzir a infância e juventude a portos seguros. Precisam reaver o direito de dizer o que é certo ou errado; dar responsabilidades e ocupações para que os jovens profissionalizem-se e não se tornem dependentes e nulos no futuro; punir seus erros e premiar seus acertos, como se fazia antigamente, e que nos dava a dimensão real da vida – que nos oferta sempre a colheita inexorável do que plantamos.
Há uma enorme distância entre a palmada e o espancamento, entre disciplinar e cercear, entre ensinar e impor, entre dar obrigações e escravizar, entre proteger e encarcerar, entre ser austero e ser tirano, entre ser pai e ser criminoso.
Porém, talvez por descuido ou por vaidade – não sei –, temos visto tentativas inúteis de manter a aparência de civilidade e modernismo, que só tem servido para fabricar delinqüentes.  Vemos o crescimento dos índices de violência, mas não do alto para a base da pirâmide organizacional, como sugerem alguns defensores da excessiva liberdade.  Ao contrário, vemos filhos matando pais, alunos ameaçando e agredindo professores, traficantes ditando horário de abertura e fechamento de lojas, adolescentes depredando patrimônio público.  Vemos crianças mal saídas das fraldas gritando com os pais em shopping centeres e sendo consideradas “precoces e espontâneas”, quando na verdade são voluntariosas e rebeldes.
É uma total inversão de valores, onde os adultos, que deveriam ser considerados mais capazes de educar e conduzir, viram marionetes nas mãos de inexperientes e incapazes jovens, só para não “cercear sua liberdade de escolha” e para não “parecerem” violentos.
Somos imensamente responsáveis – pela nossa influência nas pessoas que nos cercam – por seus acertos e erros.  Somos co-participantes da história de vida uns dos outros.  Mas, se observamos a incumbência de sermos pais-educadores, temos que admitir que tiramos o direito dos educadores de serem pais em nossa ausência. 
Antigamente uma mãe levava o filho à escola e dizia: “Sua professora é sua mãe, enquanto você estiver na escola, porque ela se responsabiliza por sua segurança e por sua educação!”.  E tínhamos, mesmo, respeito aos mestres como aos pais.  Nada mudou, desde então, considerando-se quanto as crianças respeitam aos mestres em igualdade aos pais.  O que mudou, na verdade, foi que as crianças DEIXARAM DE TER RESPEITO PELOS PAIS, e isso é o que hoje é levado em pé de igualdade aos mestres e demais responsáveis por sua formação.
"Alunos-clientes" realmente virou um doentio modismo em nossa sociedade.  A proliferação das incapacitadas instituições de ensino também é vírus a se alastrar e contaminar as pessoas, pela facilidade em ser admitido nessas instituições e de concluir os cursos que elas oferecem, quase sem precisar fazer esforço.  Facilidade virou palavra-chave nas decisões:  não ter obrigação de freqüentar os cursos superiores, fazer tudo à distância, quando quer e como quer, também forma péssimos profissionais, habilitados apenas para marcar x em questões de múltipla escolha e totalmente despreparados para assumir posturas seguras e competentes diante de problemas reais.
Desvirtuam-se medidores de desempenho, as notas das avaliações viraram conceito secundário dentro das salas de aula.  Criam-se avaliadores gerais e estatísticos como o Enem, por exemplo,  para depois deturpar sua real aplicação. 
A propósito, alguém ainda lembra pra que finalidade o Enem foi desenvolvido? Era pra medir e comparar o desempenho dos jovens que saíam do Ensino Médio nas diversas regiões do país, identificando assim as carências de cada lugar, viabilizando aos governos Federal, estaduais e municipais um direcionamento mais coerente e útil aos recursos destinados à educação, priorizando as regiões e disciplinas onde houvesse maior carência de investimentos.  Mas, o que aconteceu foi uma desvirtuação do fim a que se propunha o projeto, transformando-o em substituto do vestibular e levando os jovens a freqüentarem cursos adicionais para obterem melhores notas, o que lhes abriria as portas para a vida universitária.  Resultado:  adeus, medição de desempenho e adeus direcionamento racional dos recursos públicos! Adeus, investimentos na educação!  Adeus, preparo e reciclagens dos professores onde houvesse carência!  – Porque não se tem mais como saber onde há carência, nem quanto ela mede.
Estamos passando por difíceis momentos em nosso país, por ainda alimentarmos ilusões de que tudo está bem e melhorando, de que existirem progressos reais.  Eles quase não existem.  
Seria o caso de perguntarmos aos ditadores dessas regras absurdas que hoje direcionam nossos atos e nos proíbem ter sobre nossos jovens o pulso firme e disciplinador de outrora, se o objetivo deles não seria, na verdade, criar pessoas menos intelectualizadas e mais incapazes de perceber que estão sendo vítimas de uma cúpula corrupta e mercenária, capaz de furtar-lhe sorrateiramente todas as condições de ter qualidade real de vida.  Seria o caso de interrogar os juízes de infância e adolescência se, ao ver nossos filhos tornando-se marginais, poderemos recorrer a eles e à sua psicologia para salvá-los.
Aplaudo o Dr. Igor.  Aplaudo-o de pé, de público, em minha humilde condição de mãe zelosa.  Desejo ao meu filho seja eu e o pai dele os únicos “tiranos violentos” que ele conheça na vida!  Porque o cuidado que tenho em ensiná-lo caminhos retos e dignos não me deixarão nenhum remorso ou culpa.  O que os nossos parlamentares designam habitualmente de violência e de ditatorialismo dos pais e educadores para com os infantes e adolescentes, eu posso chamar de tentativa de salvar algumas “espécimes humanas” das garras da criminalidade crescente.
Como eu disse anteriormente, sou do tempo em que levávamos palmadas e éramos educados para trabalhar e produzir.  E não éramos traumatizados nem violentados por isso.  Não deixávamos de brincar, de ser crianças quando era de ser, mas principal e decisivamente, não deixávamos de nos TORNAR ADULTOS, quando também era devido. 
Portanto, parabenizo o Dr. Wildmann por sua coerente redação e demonstração de caráter.  Espero ainda possamos resgatar nossos filhos da ignorância, da preguiça e, sobretudo, do excesso de liberdade para o qual eles não estão preparados – nem nós!

EmmyLibra
April 20, 2011  10:46am

Obs.:  veja o texto do Dr. Igor P. Wildmann na íntegra em:  http://www.diogenes.jex.com.br/opiniao/eu+acuso+-+igor+pantuzza+wildmann

Vale a pena conferir!


Thursday, August 13, 2009

Seja um doador

Ter a oportunidade de salvar uma vida e não fazê-lo é desperdiçar a própria existência. É não merecê-la.
Doe órgãos. Doe sangue. Doe medula óssea. Doe uma palavra amiga. Doe um minuto do seu tempo para ouvir. Doe-se!
Merecer a vida custa pouco: apenas os recursos do nosso corpo e da nossa alma.
Está ao alcance de qualquer um de nós pagar esse preço.

سلام


EmmyLibra
aug 13, 2009 - 10.01pm