Thursday, April 30, 2020
Não é sobre o vírus...
Saturday, April 25, 2020
Guerras
Friday, March 06, 2020
Enchente
Impiedade
Sobre ontem
Nenhuns
Tuesday, March 03, 2020
Mercado de Gente
Thursday, January 09, 2020
Insônia
Wednesday, December 11, 2019
Desejo de nunca
Saturday, June 08, 2019
Não se avexe não
Não se avexe não
Meu coração
Não se avexe não
Já vou chegar
Trago uma canção
Meu coração
Só pra te dar
Não se avexe não
Que essa saudade
No coração
E de verdade
Não se avexe não
Que eu tô chegando
Pra te abraçar
...Saudade dói
...Saudade dói
...Mas um abraço
...Pode curar
...Não diz mais nada
...chega pra cá
...Mata a vontade
...Vem me abraçar
Não se avexe não
Meu coração
Não se avexe não
Já vou chegar
Trago uma canção
Meu coração
Só pra te dar
Não se avexe não!
Não se avexe não!
Não se avexe não!
Não se avexe não!
EmmyLibra
Jun 8, 2019 - 7:20 a.m.
Wednesday, April 10, 2019
Longevidade: Nunca vivemos tanto... Para tão pouco!
Saturday, March 30, 2019
Um ser humano.
Falo da vereadora Marielle.
Eu disse que ela era o boi de piranha perfeito! Desde o exato dia da sua morte eu falei que quem mandou matá-la foi a própria esquerda.
Ela viva era só uma vereadora trabalhando para o tráfico.
Ela morta viraria a mártir que supriria campanhas esquerdistas com argumentos de sobra, dramalhões e acusações à direita.
Eu tenho pena dela.
Foi útil. Nada mais do que isso. Quase ninguém, no fundo, se importava com ela, com o fato de ter morrido um ser humano.
Ela deixou de ser um ser humano.
Virou "mulher, negra, lésbica...", porque esses rótulos todos desvinculam a humanidade dela do cadáver útil. Desigualam-na das milhares de vítimas cotidianamente assassinadas no país. Designam para ela a função nova - e ao mesmo tempo antiga - de eleger políticos da pior espécie.
Ela foi usada de modo desrespeitoso, depravado mesmo, pela esquerda, para tentar manter no poder a corja de assassinos que, há pelo menos 6 décadas, vêm envenenando nosso povo com suas ideias corrosivas.
Será que descansa em paz, enfim, a Marielle? O ser humano Marielle?
Talvez.
Sua desumanidade fabricada ainda servirá, aqui e ali, para alguns mais enaltecidos e idiotizados bradarem palavras lindas, porém esvaziadas de sentido - vindo de quem virão...
Tenho dó da Marielle.
Tenho dó do ser humano. Aquele que ficou relegado ao esquecimento, enquanto seu cadáver era violado todos os dias, sendo útil ao gozo dos que nunca tiveram alma.
Tenho dó de qualquer pessoa que um dia, alheia à própria vontade, é jogada às piranhas de um lado do rio, para que o resto da manada chegue aonde quer chegar, sem ser afligida.
Ela era o boi de piranha perfeito! Eu percebi isso no primeiro momento. Era o óbvio!
Só quem não tem alma ainda tem coragem de fingir que não entende isso.
Pobre Marielle...
Espero que um dia possa verdadeiramente descansar em paz.
Mar 30, 2019 - 11:40 a.m.
Saturday, February 23, 2019
Verdade Plena
Thursday, February 07, 2019
Audácia
O mundo é feito de quem sai da sua zona de conforto para lançar-se em zonas de confronto.
É feito por pessoas que não têm medo do novo, que gostam de desafios, de produzir o que ainda não produziu, de tentar o que ainda não fez antes, de ousar... mesmo quando o medo de falhar possa estar habitando algum recanto da sua alma.
Mas o mundo não é feito só por destemidos, de modo nenhum! Ele é feito por quem não precisa ignorar os inevitáveis temores para alcançar algo além do que já estava em suas mãos. Temem, mas não congelam diante dos medos, diante da vida.
O mundo é construído por quem não tem remorsos, mas sonhos. É feito por quem olha para a frente mais vezes do que olha para trás. E por quem substitui os preconceitos por um desejo perene de aprender e que sabe que apreender significa passar a saber, reconhecer, aceitar o diferente, o novo, o inabitual.
O mundo não é feito por bélicos. Ao contrário, belicosidade destrói. E apenas isso: destrói!
Não confunda coragem com covardia. Não confunda coragem com violência. Não confunda coragem com imprudência. Coragem é algo grandioso, que se parece com uma árvore frutífera de tronco forte e sombra abundante. Sob suas folhas, podemos nos alimentar e descansar, viver e sentir tranquilidade.
O medo nos faz esfomeados, como se a árvore da coragem tivesse pés e pudesse andar por toda parte, mas nós estivéssemos enraizados num solo duro e ressecado, sem poder segui-la para gozar de seus frutos e proteção.
Mas muitos confundem a coragem com crueldade. Outros confundem o medo com covardia. O mundo, certamente, não é feito por esses!
A vida se constrói dia após dia, instante após instante, de decisões, escolhas, sins e nãos que dizemos e que nos fortalecem, às vezes, e nos fragilizam n'outras. A vida se constrói de cada palavra que proferimos, de cada ato que praticamos. E o mundo se faz de vida. Vida real, dinâmica, crescente.
O mundo não é feito por quem crê na história como sendo a melhor conselheira. É feito por quem consegue, a despeito da história, construir o novo.
Abraços
Em sutil e silenciosa linguagem.
Mais verbal do que todos os possíveis verbos
Que venham a ser significantes
Das ações que o coração é capaz de promover,
Entre almas que se encontram
Para os recitais mágicos
Da vida...
Jan 11, 2019 - 11:40 p.m.
Rose
E inexplicavelmente doce.
Algo que nos acorda
E depois acalenta.
Como aqueles sonhos que, por instantes,
Nos arremessam noutra vida
Surreal
E plena de significados,
Mas depois nos acordam no meio da noite,
Com sabores pairando sobre a língua
E odores permeando nossas narinas ansiosas...
Uma beleza súbita
E inexplicavelmente doce.
Nos inspira poemas,
Cânticos
E silêncios.
Como aqueles momentos
Em que queremos dizer tanto,
Mas as palavras se mostram
Absurdamente supérfluas...
EmmyLibra
Dec 5, 2015 - 11:57pm
À noite
Bom Senso
Monday, February 04, 2019
Um verso
Qualquer coisa que dissesse de mim
Para falar aqui.
E a boca age conforme seu desejo
Quando vive o lábio uma palavra
Ou um beijo
Quando por ele foge a sensatez
E entram prazeres irrestritos,
Erros irremissíveis,
Sofre o corpo, a alma, a vida
A vida inteira sofre!
De arrependimentos e medos
Da pesada carga de dor
Que abraçamos, quase nunca sem saber.
Não há inocências!
Ou qualquer coisa
Que acalente o sono
E abrande o pranto
Nas noites e dias
E nas vidas que seguem.
Dentro da cabeça,
Para que o sono venha
E para que os sonhos
Povoem de estrelas uma vez mais
O céu interior, agora rubro
De sangue e tintas escarlates.
A não ser aquele que a eternidade
Inexoravelmente trará.
Triste que fosse, tanto faz!
Apenas um verso
Que dissesse de mim,
Da minha cela de paredes pichadas
De impropérios tantos,
De mensagens vindas do inferno
E de silêncios acusatórios.
Um verso apenas,
Mas que pudesse traduzir minha alma
E convertê-la em som,
Ainda que fosse o som grave,
Doloroso e fúnebre
De um réquiem sagrado.
Jan 17, 2019 - 8:41 a.m.
Uma carta para Vitor*
Que as coisas deram errado!
Que você plantou no jardim?
Os frutos não foram bem aqueles
Que você tanto sonhou.
Nele havia larvas-gente
Que infestaram sua lavoura!
Daquele fruto esperado?
Eu vou lhe dizer
O gosto que ele tem:
Tem gosto de bala perdida,
Tem gosto de sangue escorrendo
E de soro
Tem gosto de passar fome,
Tem gosto de indignidade,
De esmola que faz eleição.
Que você plantou.
Como aquela severina,
Da qual falava o poeta.
Parecia bonito de sonhar!
Encheu de verde o nosso olhar!
Ou era nosso sangue que tingia
As folhas, o tronco, a terra, tudo!
Pois sua lavoura perdeu o verde
E com ele a esperança.
Aos nossos filhos e netos
A terra esturricada e árida
Do desamor.
A quem sua voz servia.
Talvez você só quisesse
Nos dar alguma alegria.
Que o sonho do qual você falava
Era apenas utopia.
Dec 28, 2018 - 10:51a.m.
* Texto adaptado em Fev 5, 2019, a partir de uma importante observação feita pelo meu querido amigo Beto Lacerda, profundo conhecedor da música brasileira, que me chamou atenção para um detalhe crucial: a música à qual respondo no poema tem apenas melodia do Ivan Lins. A letra é do Vitor Martins. Portanto, foi uma "Carta ao Vitor" que eu escrevi, não ao Ivan.
Correção feita!
Gratidão ao Beto pelo esclarecimento, mas sobretudo pela disposição em ler e apreciar meus textos, que não são grandes obras literárias. ☺
Tuesday, January 15, 2019
Sonha!
Sonha, que sonhando voas.
E voando cresces.
E crescendo me levas
Nas tuas longas asas!
Porque passar a vida inteira
Com os pés no chão
Não é para ti nem para mim.
É para meros mortais!
A liberdade infinita
Que se desenha nos devaneios
É bem mais bonita e fecunda
Que nossas pequenas fronteiras
Dos temores palpáveis.
Com tudo que alimenta tu'alma!
Jan 15th, 2019 - 3:15 p.m.
Saturday, January 12, 2019
Assim que é
Eu penso loucuras, você tem o dom
De fazer
Acontecer...
Eu penso a fala, você dá um tom
A fala canta, você sente o som
Simplesmente
Acontecer...
Eu quero a noite, você faz estrelas
Eu quero encontro, você faz a teia
Pra me endoidecer...
É sempre assim.
Assim que é.
Eu tendo sonhos
Você dando nó
Em pingos d'água.
É sempre assim
Sempre será
Nós num abraço
Quase dando um nó
Que não desata.
Eu peço flor, você faz jardim
Eu canto a dor, você faz enfim
Desaparecer...
Eu desabando, faz reconstruir
Eu tenho sede faz chuva cair
Sobre mim, sobre mim.
É sempre assim
Assim que é
Eu te chamando
Você bota fé
E me resgata.
É sempre assim
Assim será
Como luz de sol.
Que acaba, enfim,
Jan 12th, 2019 - 8:39 a.m.
Thursday, December 20, 2018
Chuva
Chuva que vem
No meio da tarde
De um dia qualquer
As gotas de chuva
E mais do que vida
São gotas de amor
Confissões sutis
Trazendo recados
De amores distantes
E tudo...
Tudo será como antes!"
Dec 20, 2018 - 07:27 a.m.
Friday, December 14, 2018
Domínio
Monday, September 24, 2018
Mesmo que esteja
Gente caindo ao chão, virando pó
Pensam que ainda estão vivos, vejam só!
De todas as desgraças, a pior.
É como olhar e não ver o que deseja
É não estar ali, mesmo que esteja
Gente que não nos considera gente
Gente que nos atropela e não sente
Que corre em nossas veias sangue quente
Deixa-me aqui, com a minha dor
Guardo só a lembrança de um amor
No atropelo das horas sem fim
E a saudade estará pra sempre em mim.
Mas ainda circulam, vejam só!
Andam naturalmente por aí
Agora entendo: fui eu que morri!
Sep 24, 2018 - 9:19 p.m.
Monday, August 06, 2018
Desvontade
Já chamei de ausência do desejo, ausência de motivação.
Mas não faltam motivos! Não exatamente. Às vezes eles até abundam! Mas ter motivos não bastam.
Então, não era nada disso.
Porque a ausência de uma coisa não a explica.
Como a ausência da fala não explica o que não foi dito. E, sendo assim, desdizer traz em si uma oposição maior do que simplesmente calar.
Desfazer, desistir, descartar, destruir... "desquerer", "desdesejar", sentir "desvontade". Neologismos, às vezes, são imprescindíveis!
Agora, sei que não me falta nada. Ao contrário, estou plena! Desvontade é o que tenho de sobra!
É maior e mais fundo do que as ausências, embora filha delas.
Tenho desvontade.
Desvontades doem...
Aug 6, 2018 - 2:08 p.m.
Sunday, August 05, 2018
Friday, August 03, 2018
Correnteza
Mas a correnteza dos pensamentos é tão forte, que não conseguimos nadar contra ela...
E afogamos.
Aug. 3rd, 2018 - 11:00 a.m.
Wednesday, August 01, 2018
Algoz
E tua fala me chegava
Tão doce… Um bálsamo,
Suavizando as dores!
No instante seguinte
Ela me parece torpe, cruel!
Já não é mais a mesma.
Depois que vi em ti pensamentos loucos
Estranhos, comestíveis, desenfreados
Despejados sobre esse meu corpo,
Estremeci.
“Meu bem” - dizias, quase como antes!
Mas nunca como antes.
- Nunca será como antes!
Esfriei sob a pele,
Doeu por dentro.
Para ti também, por ti também.
Um pouco.
À sombra das árvores frondosas
Das tuas falas fortes,
Imperatrizes, inconsequentes.
Quando respirei o teu ar?
Quando segui teus caminhos?
Quando te contemplei?
Quando me deste um pouco de vida,
Que eu já estava prestes a sucumbir?
Que era um pouco por ti que viveria
Dali por diante?
Decepaste os seus ramos
Destruíste a sua raiz.
Teus sons tornaram-se lâminas!
Os planos, as coisas todas
Que plantaste com tuas palavras
Quando elas ainda tinham doçura.
Te conheça - enfim!
Que me ergueu das cinzas,
Mesmo que agora
Ele já me pareça tão falso.
Utópico. Irreal.
É o algoz que me fere,
Que transpassa meu coração
Com a espada gélida e tóxica
Da desesperança.
Aug 1st, 2018 - 2:48 p.m.
Morte em vida
Grande engano! Matar os sonhos, a esperança de alguém é ainda mais hediondo. É matar o outro em vida.
Porque quando morre a esperança do homem, todo o homem já está morto.
=(
Aug 1, 2018 - 12:57 p.m.
Monday, July 16, 2018
Like Fall
When the leaves
Leave the trees
When the raindrops
Cry on the graves
Of men and women
Whose lifes one day
Were like spring
Like spring
Like the embers
Of men and women
Who have died
Trying not to live
Like I do today
While my waiting
Has a name
It has a name.
A little daily bit
Day after day
But I've survived
After my dayly death
After dark hours
I've survived
After myself.
When the leaves
Leave the trees
And when the teardrops
Wet my cold face.
I feel like fall
Like fall
Like falling teardrops
Like teardrops
That fall
Then die away
July 16. 5:41 p.m.
Monday, June 11, 2018
Pobreza
Jun 11, 2018 - 10:08 a.m.
Sunday, June 10, 2018
O Apaixonar-se
Um dia, o olho de te ver
Passa a te ver diferente:
Novas cores e formas
Outrora invisíveis.
Um dia, a mão de te tocar
Passa a um tato diferente:
Calor de pele, relevo
Outrora intangíveis.
Um dia, o teu corpo inteiro
Parece novo e perfeito
Sob medida para um abraço
Em que até a minha alma
Pode adormecer.
E, então, te re-conheço.
Te conheço de novo,
Novo, absurdamente novo.
Percebo-te em mim agora
Com um outro sentido
Que escapa aos cinco naturais.
Te absorvo por ele, enfim,
Nessas tão minhas e novas
Dimensões do teu ser.
EmmyLibra
Jun 10, 2018
9:43 p.m.
Thursday, April 12, 2018
Wednesday, April 11, 2018
Paz
Se eu te oferecer paz
Como caminho a seguir,
Não olhes para trás.
Apenas segue!
Tudo que há fora dessa jornada
é inquietação inútil!
Não é a dor um preço alto demais
A se pagar pela insensatez?
EmmyLibra
Apr 11, 2018 - 6:17 p.m.
Sunday, December 03, 2017
Concretude
Já não há mais poesia no dormir!
Tenho pesadelos, inquietações,
Reflexos dos meus dias
Quase sempre mal vividos,
Passados por mim, sem lirismo.
Para que eu os preencha com flores.
Concretude demais no coração dos Homens.
E os meus pés,
Outrora caminhantes das estrelas,
Pisantes de nuvens,
Agora arrastam-se pesadamente
Sobre o solo árido
Das minhas realidades cotidianas.
Dec 4, 2017 - 0:55 a.m.
Um mosquito que virou tartaruga
Logo eu que sempre declarei que não vivia em função de medos... =(
...
** Livro: "A Libélula e a Tartaruga", de Rubem Alves, Se ainda não conhece, deveria conhecer! É uma fábula curtinha, até parece um livro infantil. Mas, certo dia, ele mesmo me disse: "Que bom que percebeu que um livro para crianças nem sempre é um livro para crianças!"